"Aprender é bom. Aprender e fazer melhor ainda." A frase ilustra a mais nova campanha publicitária das Faculdades Jorge Amado, onde curso Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo, há quatro semestres, em Salvador-BA. Em áreas estratégicas da capital baiana, as placas de publicidade que divulgam a instituição podem ser vistas nos pontos de ônibus, nos outdoors e nos intervalos das programações do rádio e da TV, afinal, já sabemos que a propaganda é a alma do negócio, e o negócio, bem, como posso dizer? Sim, o negócio é a alma da faculdade.
Nada contra a publicidade e a propaganda. Uma faculdade privada não é apenas uma instituição de ensino, assim como nós, estudantes, não somos apenas alunos. Faculdades também são empresas e alunos, dessa forma, também são clientes. Seria ingenuidade demais desconsiderar esses fatos. Há um mercado a ser explorado por essas instituições, logo, a publicidade é fundamental, como dois e dois são cinco.
Mas penso que as premissas do capitalismo têm limite. Acreditem quando digo que tal sistema não é tão eficaz assim, até porque necessita da competência humana para administrá-lo, como todos os outros, habilidade que falta nas mentes dos atuais diretores da Jorge Amado. Gestores que sequer conheço, não sei quem são, pois nunca julgaram importante estabelecer um contato mais humano com os estudantes da faculdade que administram, responsáveis pela vida confortável e endinheirada que levam. Explico.
Há três semestres, a vida acadêmica cá nas bandas da Avenida Paralela era melhor (creiam calouros, creiam!). A estrutura da faculdade sempre foi relativamente boa. Professores e alunos contam com elevadores, temos laboratórios de informática exclusivos para cada curso, muito embora raramente funcionem perfeitamente, conseqüência dos computadores sucatados e dos programas piratas que atuam neles todos os dias.
A área externa da Jorge Amado, só para que vocês tenham idéia, aguça a fantasia dos mortais curiosos que passam de ônibus e carros do lado de fora. Uma conhecida me perguntou certa feita, se havia um shopping mesmo por detrás daqueles vidros espelhados e pós-modernistas que recobrem os prédios. Outros, mais criativos, imaginam que entre uma sala de aula e outra, pertinho do banco Bradesco, temos à disposição profissionais da massoterapia para aliviar nossas apurrinhações, casa de suingue e restaurantes que servem sushi.
Ocorre que temos um abismo entre a realidade e a ficção. Recentemente, professores, doutores e mestres foram demitidos sem nenhuma justificativa plausível no decorrer do semestre passado. A explicação mais coerente que nos surge, está relacionada ao fato de que tais profissionais custam mais caro aos cofres da faculdade/empresa. As notas de esclarecimento da instituição são tão convincentes como os discursos de Paulo Maluf no período eleitoral, salvo que o ex-prefeito de São Paulo, ao menos, aparece para tentar se explicar, em vez de unicamente recorrer a juristas e assessores para redigir textos previsíveis aos alunos e à imprensa.
O mais novo absurdo ligado a instituição diz respeito a alterações no mínimo questionáveis em algumas cláusulas do contrato de adesão, documento assinado por nós alunos no momento de efetivarmos a matrícula. Mudanças funcionalistas de um semestre para o outro, assim, de uma hora para outra, pois eles sabem que caso não concordemos com algo imposto e decidamos não assinar os termos, simplesmente não podemos freqüentar as aulas. Trata-se, portanto, de uma chave de cadeia, uma imposição autoritária que me fez lembrar o integralismo estado-novista de Getúlio Vargas, quando o acesso do povo a informação era manipulado. Que alterações são essas?
A mais significativa, no meu entender, fere os direitos dos estudantes de Comunicação Social. No semestre passado, os filmes das máquinas fotográficas e a revelação dos mesmos estavam inclusos na pomposa quantia mensal que depositamos no setor financeiro da faculdade religiosamente, algo em torno de R$ 800, sem contar os nossos gastos com textos na copiadora, alimentação, transporte... Já nesse semestre, o 2007.1, a inovação arbitrária dos “especialistas em propaganda” é o corte desses equipamentos básicos às atividades exigidas pelos professores, sob a alegação de que se trata de materiais de insumo, utilizados individualmente e que devem assim ser custeados adivinhe por quem?
O curioso é que no semestre passado esses mesmos materiais não eram considerados de insumo, ou ao menos já estavam inclusos na mensalidade cara que pagamos. Existe algum critério em tal decisão? Longe dos meus colegas e deste mero representante que vos escreve nos assemelharmos aos sauditas fundamentalistas que apedrejam as mulheres adúlteras até a morte sem ao menos ouvi-las em seus argumentos. Vamos tentar entender o argumento e o critério da instituição nesse caso. Sejamos cristãos ao menos nesse momento. Mas, se o filme e a revelação não são cobrados em um semestre e o são no posterior, fica difícil não cair na tentação de ser herege. Parece mágica. O que é insumo em um semestre no outro não era.
E o que vem a ser considerado insumo? O papel higiênico dos banheiros, por exemplo, serve a interesses coletivos, mas são usados individualmente, como os tais filmes, segundo o meu singelo conhecimento. Ao menos não me recordo de ter dividido os que utilizo com colega algum, o que não duvido que aconteça no próximo semestre, quando provavelmente teremos mais mudanças no contrato de adesão e este utensílio básico a higiene humana venha a se tornar insumo. Imagino como seria. Enquanto um de nós descarrega no pobre do vaso sanitário aquele caruru do meio-dia, o outro bate na porta do banheiro, atônito e pergunta: “Já usou o papel? Vê se não demora, depois é a minha vez e precisamos dividir...” Já pensou que cagada?
Sim, porque atualmente, temos que fazer os trabalhos de fotografia em dupla, pois assim podemos dividir o custo da revelação e do filme, responsabilidade que a instituição devia ter, mas que ficou somente nos registros de outra bela campanha publicitária da faculdade intitulada “Responsabilidade Social”. Hoje funciona da seguinte maneira: enquanto o colega dispara seus flashes o outro o espera terminar, para só então realizar o trabalho. A revelação das fotos de ambos precisa ser feita em um único filme dividido para os dois, para que o custeio seja menos abusivo.
A professora e hoje coordenadora do curso de Comunicação Social, Mônica Rodrigues, já foi informada do nosso descontentamento em mais de uma oportunidade. Conceituada jornalista que trabalhou na Folha de São Paulo, na época em que o jornal da família Frias não era feito apenas para os interesses da classe média como hoje, ela acaba de assumir uma função nada tranqüila, levando-se em consideração a inércia e ineficácia dos antigos coordenadores. Mônica me parece ser uma democrata. Em poucos dias à frente da coordenação do curso, já conversou conosco em três oportunidades, o que nos fez extremamente surpresos porque a capacidade de dialogar não era uma das virtudes dos outros coordenadores, que fugiam de nós como se fôssemos demônios, comunistas, petistas ou transgêneros nos outros semestres.
O problema é que ser democrata em uma ditadura não é suficiente. Há uma hierarquia a ser respeitada, limites quanto o poder de decisão. Os diretores administrativos, situados cada qual em uma torre de marfim impõe. As coordenações dos cursos acatam e nos comunicam sobre as novidades deploráveis de cada semestre e tentam tornar o ambiente de professores e alunos o mais harmônico possível. E nós, fazemos o quê?
Até então não fazíamos nada, mas a ausência de uma ética da responsabilidade no chamado alto escalão das Faculdades Jorge Amado nos violenta a tal ponto, de darmos um basta a toda essa situação. Submetemos o atual contrato de adesão a uma jurista, que nos garantiu que há inconstitucionalidades em algumas das cláusulas, o suficiente para nos fazer lutar. Primeiramente, vamos emitir um ofício a coordenadora, que nos garantiu entregá-lo aos superiores, aos homens que criam as leis por aqui. A princípio, vamos apenas manifestar nosso repúdio a determinadas medidas da instituição, além de apontarmos o que julgamos incoerente na nossa concepção. As instâncias judiciais só entram em cena caso não sejamos ouvidos e as nossas reivindicações não sejam prontamente analisadas e consideradas.
Tudo isso porque sabemos que os recentes escândalos que assolaram a faculdade criaram uma imagem negativa da instituição perante o mercado de trabalho e órgãos de imprensa, de forma geral. São diversos os casos de alunos que não são aceitos em estágios à medida que o empregador percebe no currículo a procedência acadêmica do candidato a vaga. Na turma onde estudo, apenas seis colegas (incluindo eu) estão juntos desde o primeiro semestre. Os demais migraram para faculdades como a ISBA e FIB, que investem menos em propaganda e mais em qualidade de ensino.
Os nossos professores são excelentes. É o que ainda nos motiva a continuar aqui. Não queremos mudar de faculdade antes de lutar para modificar o que pode ser corrigido. Queremos ser Amados também. Nosso objetivo não é difamar a faculdade onde estudamos e buscamos preparo para solucionar os problemas da sociedade. Mas é que está na hora de pararmos com essa mania de comparar a Jorge Amado com as outras instituições privadas. As pessoas costumam dizer: “Sim, sim, mas na FTC é pior... Já dei aula na Castro Alves e lá sim é dureza...” A Jorge Amado precisa ser comparada a ela mesma. Ao que era quando nasceu e no que se tornou.
No atual momento, estamos submergidos em um oceano infinito de contradições. Até o nome da faculdade não condiz com as atitudes que temos visto. Jorge Amado não era comunista? O General Costa e Silva, presidente da república famoso por instituir o AI-5 no sangrento ano de 1968, em um dos períodos mais opressores de nossa história é quem deveria ter o nome no lugar do de Jorge Amado. Seria mais justo com o escritor baiano e com o próprio General.
Expormos o nome da faculdade onde estudamos aos programas sensacionalistas da mídia baiana não seria bom para nenhuma das partes. Isso já foi feito recentemente e o resultado só arranhou a imagem da Jorge Amado e a reputação dos estudantes oriundos dela, mas não cicatrizou nossas chagas. Uma atitude como essa só pode ser aplicada quando todas as alternativas já foram tentadas. Não queremos isso, mas também não arriscamos dizer que não vamos fazê-lo em caso de indiferença.
Não pode ser tão difícil assim. Basta que o novo carro-chefe das maravilhosas campanhas mercadológicas e publicitárias da faculdade seja incorporado, intensamente, pelos diretores da instituição. Afinal, o talento dos nossos Washington’s Oliveto e Duda’s Mendonça não pode ser tão desperdiçado assim, ficando restrito nas inscrições de outdoors, pontos de ônibus e intervalos das programações tanto do rádio como da televisão. Não é mesmo? Queremos ser Amados também. Quanto aos responsáveis por tudo isso, precisam perceber melhor que “Aprender é bom. Aprender e fazer melhor ainda.”
Nada contra a publicidade e a propaganda. Uma faculdade privada não é apenas uma instituição de ensino, assim como nós, estudantes, não somos apenas alunos. Faculdades também são empresas e alunos, dessa forma, também são clientes. Seria ingenuidade demais desconsiderar esses fatos. Há um mercado a ser explorado por essas instituições, logo, a publicidade é fundamental, como dois e dois são cinco.
Mas penso que as premissas do capitalismo têm limite. Acreditem quando digo que tal sistema não é tão eficaz assim, até porque necessita da competência humana para administrá-lo, como todos os outros, habilidade que falta nas mentes dos atuais diretores da Jorge Amado. Gestores que sequer conheço, não sei quem são, pois nunca julgaram importante estabelecer um contato mais humano com os estudantes da faculdade que administram, responsáveis pela vida confortável e endinheirada que levam. Explico.
Há três semestres, a vida acadêmica cá nas bandas da Avenida Paralela era melhor (creiam calouros, creiam!). A estrutura da faculdade sempre foi relativamente boa. Professores e alunos contam com elevadores, temos laboratórios de informática exclusivos para cada curso, muito embora raramente funcionem perfeitamente, conseqüência dos computadores sucatados e dos programas piratas que atuam neles todos os dias.
A área externa da Jorge Amado, só para que vocês tenham idéia, aguça a fantasia dos mortais curiosos que passam de ônibus e carros do lado de fora. Uma conhecida me perguntou certa feita, se havia um shopping mesmo por detrás daqueles vidros espelhados e pós-modernistas que recobrem os prédios. Outros, mais criativos, imaginam que entre uma sala de aula e outra, pertinho do banco Bradesco, temos à disposição profissionais da massoterapia para aliviar nossas apurrinhações, casa de suingue e restaurantes que servem sushi.
Ocorre que temos um abismo entre a realidade e a ficção. Recentemente, professores, doutores e mestres foram demitidos sem nenhuma justificativa plausível no decorrer do semestre passado. A explicação mais coerente que nos surge, está relacionada ao fato de que tais profissionais custam mais caro aos cofres da faculdade/empresa. As notas de esclarecimento da instituição são tão convincentes como os discursos de Paulo Maluf no período eleitoral, salvo que o ex-prefeito de São Paulo, ao menos, aparece para tentar se explicar, em vez de unicamente recorrer a juristas e assessores para redigir textos previsíveis aos alunos e à imprensa.
O mais novo absurdo ligado a instituição diz respeito a alterações no mínimo questionáveis em algumas cláusulas do contrato de adesão, documento assinado por nós alunos no momento de efetivarmos a matrícula. Mudanças funcionalistas de um semestre para o outro, assim, de uma hora para outra, pois eles sabem que caso não concordemos com algo imposto e decidamos não assinar os termos, simplesmente não podemos freqüentar as aulas. Trata-se, portanto, de uma chave de cadeia, uma imposição autoritária que me fez lembrar o integralismo estado-novista de Getúlio Vargas, quando o acesso do povo a informação era manipulado. Que alterações são essas?
A mais significativa, no meu entender, fere os direitos dos estudantes de Comunicação Social. No semestre passado, os filmes das máquinas fotográficas e a revelação dos mesmos estavam inclusos na pomposa quantia mensal que depositamos no setor financeiro da faculdade religiosamente, algo em torno de R$ 800, sem contar os nossos gastos com textos na copiadora, alimentação, transporte... Já nesse semestre, o 2007.1, a inovação arbitrária dos “especialistas em propaganda” é o corte desses equipamentos básicos às atividades exigidas pelos professores, sob a alegação de que se trata de materiais de insumo, utilizados individualmente e que devem assim ser custeados adivinhe por quem?
O curioso é que no semestre passado esses mesmos materiais não eram considerados de insumo, ou ao menos já estavam inclusos na mensalidade cara que pagamos. Existe algum critério em tal decisão? Longe dos meus colegas e deste mero representante que vos escreve nos assemelharmos aos sauditas fundamentalistas que apedrejam as mulheres adúlteras até a morte sem ao menos ouvi-las em seus argumentos. Vamos tentar entender o argumento e o critério da instituição nesse caso. Sejamos cristãos ao menos nesse momento. Mas, se o filme e a revelação não são cobrados em um semestre e o são no posterior, fica difícil não cair na tentação de ser herege. Parece mágica. O que é insumo em um semestre no outro não era.
E o que vem a ser considerado insumo? O papel higiênico dos banheiros, por exemplo, serve a interesses coletivos, mas são usados individualmente, como os tais filmes, segundo o meu singelo conhecimento. Ao menos não me recordo de ter dividido os que utilizo com colega algum, o que não duvido que aconteça no próximo semestre, quando provavelmente teremos mais mudanças no contrato de adesão e este utensílio básico a higiene humana venha a se tornar insumo. Imagino como seria. Enquanto um de nós descarrega no pobre do vaso sanitário aquele caruru do meio-dia, o outro bate na porta do banheiro, atônito e pergunta: “Já usou o papel? Vê se não demora, depois é a minha vez e precisamos dividir...” Já pensou que cagada?
Sim, porque atualmente, temos que fazer os trabalhos de fotografia em dupla, pois assim podemos dividir o custo da revelação e do filme, responsabilidade que a instituição devia ter, mas que ficou somente nos registros de outra bela campanha publicitária da faculdade intitulada “Responsabilidade Social”. Hoje funciona da seguinte maneira: enquanto o colega dispara seus flashes o outro o espera terminar, para só então realizar o trabalho. A revelação das fotos de ambos precisa ser feita em um único filme dividido para os dois, para que o custeio seja menos abusivo.
A professora e hoje coordenadora do curso de Comunicação Social, Mônica Rodrigues, já foi informada do nosso descontentamento em mais de uma oportunidade. Conceituada jornalista que trabalhou na Folha de São Paulo, na época em que o jornal da família Frias não era feito apenas para os interesses da classe média como hoje, ela acaba de assumir uma função nada tranqüila, levando-se em consideração a inércia e ineficácia dos antigos coordenadores. Mônica me parece ser uma democrata. Em poucos dias à frente da coordenação do curso, já conversou conosco em três oportunidades, o que nos fez extremamente surpresos porque a capacidade de dialogar não era uma das virtudes dos outros coordenadores, que fugiam de nós como se fôssemos demônios, comunistas, petistas ou transgêneros nos outros semestres.
O problema é que ser democrata em uma ditadura não é suficiente. Há uma hierarquia a ser respeitada, limites quanto o poder de decisão. Os diretores administrativos, situados cada qual em uma torre de marfim impõe. As coordenações dos cursos acatam e nos comunicam sobre as novidades deploráveis de cada semestre e tentam tornar o ambiente de professores e alunos o mais harmônico possível. E nós, fazemos o quê?
Até então não fazíamos nada, mas a ausência de uma ética da responsabilidade no chamado alto escalão das Faculdades Jorge Amado nos violenta a tal ponto, de darmos um basta a toda essa situação. Submetemos o atual contrato de adesão a uma jurista, que nos garantiu que há inconstitucionalidades em algumas das cláusulas, o suficiente para nos fazer lutar. Primeiramente, vamos emitir um ofício a coordenadora, que nos garantiu entregá-lo aos superiores, aos homens que criam as leis por aqui. A princípio, vamos apenas manifestar nosso repúdio a determinadas medidas da instituição, além de apontarmos o que julgamos incoerente na nossa concepção. As instâncias judiciais só entram em cena caso não sejamos ouvidos e as nossas reivindicações não sejam prontamente analisadas e consideradas.
Tudo isso porque sabemos que os recentes escândalos que assolaram a faculdade criaram uma imagem negativa da instituição perante o mercado de trabalho e órgãos de imprensa, de forma geral. São diversos os casos de alunos que não são aceitos em estágios à medida que o empregador percebe no currículo a procedência acadêmica do candidato a vaga. Na turma onde estudo, apenas seis colegas (incluindo eu) estão juntos desde o primeiro semestre. Os demais migraram para faculdades como a ISBA e FIB, que investem menos em propaganda e mais em qualidade de ensino.
Os nossos professores são excelentes. É o que ainda nos motiva a continuar aqui. Não queremos mudar de faculdade antes de lutar para modificar o que pode ser corrigido. Queremos ser Amados também. Nosso objetivo não é difamar a faculdade onde estudamos e buscamos preparo para solucionar os problemas da sociedade. Mas é que está na hora de pararmos com essa mania de comparar a Jorge Amado com as outras instituições privadas. As pessoas costumam dizer: “Sim, sim, mas na FTC é pior... Já dei aula na Castro Alves e lá sim é dureza...” A Jorge Amado precisa ser comparada a ela mesma. Ao que era quando nasceu e no que se tornou.
No atual momento, estamos submergidos em um oceano infinito de contradições. Até o nome da faculdade não condiz com as atitudes que temos visto. Jorge Amado não era comunista? O General Costa e Silva, presidente da república famoso por instituir o AI-5 no sangrento ano de 1968, em um dos períodos mais opressores de nossa história é quem deveria ter o nome no lugar do de Jorge Amado. Seria mais justo com o escritor baiano e com o próprio General.
Expormos o nome da faculdade onde estudamos aos programas sensacionalistas da mídia baiana não seria bom para nenhuma das partes. Isso já foi feito recentemente e o resultado só arranhou a imagem da Jorge Amado e a reputação dos estudantes oriundos dela, mas não cicatrizou nossas chagas. Uma atitude como essa só pode ser aplicada quando todas as alternativas já foram tentadas. Não queremos isso, mas também não arriscamos dizer que não vamos fazê-lo em caso de indiferença.
Não pode ser tão difícil assim. Basta que o novo carro-chefe das maravilhosas campanhas mercadológicas e publicitárias da faculdade seja incorporado, intensamente, pelos diretores da instituição. Afinal, o talento dos nossos Washington’s Oliveto e Duda’s Mendonça não pode ser tão desperdiçado assim, ficando restrito nas inscrições de outdoors, pontos de ônibus e intervalos das programações tanto do rádio como da televisão. Não é mesmo? Queremos ser Amados também. Quanto aos responsáveis por tudo isso, precisam perceber melhor que “Aprender é bom. Aprender e fazer melhor ainda.”
Um comentário:
Olá pessoal do 4º semestre! Parabenizo a vocês pela iniciativa. Sempre quis fazer algo desse tipo juntamente com a minha sala, mas minha sala (infelizmente) é um tanto quanto ingênua e não luta pelos seus direitos. Na minha sala são na grande maioria uns "media girl" e boy media". Um pessoal de 5º semestre onde a mediocridade impera, o egoismo é tipo como ídolo e o comodismo é rei. Saiba que se precisarem de minha ajuda estarei a disposição de vocês. Vamos lutar juntos para construir uma nova faculdade, não compara-las a outras e apenas critica-las. Sigam em frente com a luta de vocês, até porque temos uma aliada agora, Mônica Rodrigues. Acho que agora temos coordenação e não umas múmias...
Abração a todos vocês!!!
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